Malária
Causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida por Anopheles. A transmissão é muito sensível à chuva e à temperatura, o que faz dela o eixo da pesquisa sobre clima e saúde na região.
A CAMMISA reúne modeladores matemáticos, climatologistas, entomologistas, epidemiologistas e economistas da saúde de oito instituições em cinco países para construir uma visão comum de como a mudança do clima altera a malária, a dengue e a chikungunya.

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Financiado pelo Wellcome Trust no âmbito da iniciativa Strengthening Health and Disease Modelling for Public Health Decision Making in Africa (Fortalecimento da modelagem de saúde e doenças para a tomada de decisão em saúde pública na África). Coordenado pelo Modelling and Simulation Hub, Africa (MASHA), da Universidade da Cidade do Cabo.
Na África Austral, a malária é transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, enquanto a dengue e a chikungunya são transmitidas principalmente pelo Aedes aegypti. Os dados sobre essas duas últimas, porém, ainda são escassos — mesmo com surtos de chikungunya registrados em outras partes do continente.
A elevação das temperaturas, a mudança no regime de chuvas, a urbanização acelerada e a mobilidade das populações estão redefinindo onde essas doenças podem circular. Sem uma fonte única de evidências para dimensionar esse risco, planejar fica difícil. É essa base de evidências que a CAMMISA está construindo.
“A mudança do clima afeta a transmissão de doenças como malária, chikungunya e dengue — e esses efeitos variam de acordo com as estações do ano.”
Causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida por Anopheles. A transmissão é muito sensível à chuva e à temperatura, o que faz dela o eixo da pesquisa sobre clima e saúde na região.
Ameaça em rápida expansão urbana, transmitida pelo Aedes aegypti, com surtos cada vez mais associados a eventos climáticos extremos em áreas urbanas e periurbanas.
Transmitida por Aedes aegypti e Aedes albopictus, amplia sua distribuição conforme o aquecimento abre novos habitats favoráveis na região.
Conduzida por modeladores e analistas da própria região em diálogo com gestores públicos, a CAMMISA combina ciência do clima, entomologia e modelagem matemática em onze pacotes de trabalho, transformando dados dispersos em cenários que orientam decisões.
Relaciona temperatura, chuva, umidade do ar e umidade do solo à transmissão e desenvolve previsões experimentais de curto prazo e decadais para a região.
Quantifica como a densidade, a longevidade, a frequência de picadas e a eficiência de transmissão dos mosquitos variam entre as diferentes zonas climáticas da região.
Modelos de transmissão sensíveis ao clima e métodos de economia da saúde que estimam o impacto e o custo futuros das intervenções em diferentes cenários.
Da compra de inseticida antes de uma temporada de transmissão ao planejamento para as próximas décadas, a CAMMISA constrói cenários ajustados às janelas reais de decisão.
Previsões climáticas de curto prazo permitem que os programas planejem a pulverização residual intradomiciliar e a distribuição de mosquiteiros tratados com inseticida antes de cada temporada de transmissão — adaptando um modelo sul-africano de previsão para toda a região.
Previsões decadais experimentais alimentam modelos integrados de doença e economia, gerando cenários contrafactuais e de intervenção que ponderam o impacto na saúde e o custo das estratégias em um horizonte de cinco a dez anos.
Cenários multidecadais avaliam como a mudança do clima altera a receptividade ambiental, os desfechos de saúde e a economia do controle — as evidências necessárias para abrir hoje as discussões de política de longo prazo.
Tudo o que a CAMMISA publica fica reunido aqui: artigos em revistas científicas, preprints, relatórios para os programas nacionais e os dados e códigos que sustentam cada resultado.
Pesquisa revisada por pares nos pacotes de trabalho.
Resultados preliminares divulgados antes da revisão por pares, para que cheguem mais rápido à região.
Documentos curtos escritos para os programas nacionais de malária e para organismos regionais.
Código dos modelos, bases de dados climáticos e documentação publicados junto com cada artigo.
Construção de um referencial para alinhar cada pacote de trabalho às necessidades reais dos usuários.
Uma revisão consolidada de epidemiologia, entomologia, fatores climáticos e políticas.
Membros do consórcio se reúnem para acordar governança, contribuições e o plano de cinco anos.
Buscamos colaboração com pesquisadores, gestores públicos e parceiros de toda a região. Fale com a gente ou assine as atualizações do consórcio.